Eplepsia

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   Fonte da imagem: Liga Brasileira de Epilepsia

Para entender o que é a epilepsia, o melhor mesmo é explicar tudo o que ela não é. Para começar, não é considerada doença porque pode ocorrer associada a várias outras alterações ou patologias do sistema nervoso central (SNC). Atualmente, ela é definida como um transtorno que determina o aparecimento de um sintoma, a crise epiléptica. Também não se enquadra entre os distúrbios mentais, nem torna a pessoa inválida. Ao menos sete em cada 10 pessoas com epilepsia podem levar uma vida normal.

Há vários tipos de crise, mas todas são causadas pela mesma condição: uma mudança repentina nos sinais elétricos que as células do cérebro, os neurônios, mandam umas para as outras — essas ligações são o que a medicina chama de sinapses.

O cérebro funciona transmitindo eletricidade de um neurônio para outro. Quando se quer mexer um membro qualquer, por exemplo, há uma descarga elétrica na região motora cerebral correspondente que vai resultar no movimento. Na crise epiléptica, essa descarga nos neurônios é muito forte e fora de controle — e pode se manifestar em todo o cérebro ou em apenas uma área restrita.

 

A epilepsia pode ser determinada por qualquer causa que afete o cérebro, incluindo tumores e acidentes vasculares. Algumas vezes a propensão para a epilepsia é herdada — mas em geral não se conhecem as origens desse transtorno, que só se caracteriza quando as crises acontecem de tempos em tempos. Uma única crise não se encaixa na definição médica da epilepsia.
Fonte do texto: http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/33/artigo33259-1.asp (acessado em 09/02/2011 - 14:53)