Eplepsia

TIPOS de EPILEPSIA

 

FATORES DESENCADEANTES DE CRISES EPILÉPTICAS

 

Ter epilepsia é estar sujeito à insegurança de ter crises,

pelo fato de não se saber quando e onde elas vão ocorrer.

A pessoas com epilepsia se beneficiam quando o tratamento

leva em conta os diferentes aspectos das epilepsias.

 

Um dos aspectos importantes do tratamento é a ocorrência de fatores desencadeantes, pois, apesar do uso correto dos medicamentos antiepiilépticos, existem pacientes que persistem com crises.

            As crises epilépticas podem ser desencadeadas por febre, suspensão abrupta da medicação antiepiléptica, fadiga física, ingestão de álcool, privação de sono (noites mal dormidas ou poucas horas de sono), hiperventilação (respiração forçada), emoções (relacionadas a preocupação, alegria, tristeza, irritação e outras).

            É muito importante dormir o tempo necessário e também com regularidade. Alterações do sono e uso irregular dos medicamentos são as causas mais comuns de aumento de freqüência das crises.

            Através da identificação dos fatores desencadeantes, para muitos indivíduos determinadas situações podem ser evitadas, reduzindo assim o risco da ocorr6encai de crises.

            De acordo com as condições de aparecimento as crises epilépticas podem ser divididas em ocasionais, cíclicas ou desencadeadas.

            As crises ocasionais constituem a maioria dos casos, e geralmente não se consegue evidenciar a razão de seu aparecimento.

Nas crises cíclicas existem fatores que levam ao aumento do funcionamento cerebral, podendo ocasionar crises. A periodicidade das crises cíclicas pode estar ligada ao ciclo sono-vigília e a faTores hormonais como a menarca (primeira menstruação), menstruação e menopausa.

            Dentre as crises desencadeadas existe uma forma rara de epilepsia, chamada de epilepsia reflexa, em que as crises acontecem exclusivamente perante um estímulo desencadeante específico, como por exemplo luz (luz de televisão, luz intermitente como luz de boate), barulho, leitura, música.

            Os fatores específicos ou não específicos que costumam desencadear crises são:

 

EVENTOS NÃO ESPECÍFICOS

            Dentre os eventos não específicos podemos citar estresse, privação de sono, suspensão abrupta de medicamentos antiepilépticos e sedativos, febre, processos infecciosos, trauma craniano e várias alterações tóxicas e metabólicas, que incluem: baixa oxigenação cerebral, hipoglicemia (diminuição do açúcar sanguíneo) diminuição do cálcio sanguíneo. Também podem agir como desencadeantes de crises o uso de drogas convulsivantes, tais como contrastes iodados, antidepressivos, antipsicóticos, anestésicos gerais, antiepilépticos em doses tóxicas, broncodilatadores e pesticidas.

 

EVENTOS ESPECÍFICOS

            As epilepsias reflexas são aquelas nas quais as crises podem ser provocadas por estímulos específicos, como por exemplo, luz. Não são ainda muito claros os mecanismos através dos quais esses estímulos agem nos portadores de epilepsia promovendo o aparecimento de crises.

            A maioria das pessoas com epilepsia não são sensíveis à luz. Em apenas 3% dos pacientes as crises podem ser desencadeadas por estímulos luminosos. Nestes casos geralmente não há necessidade de tratamento medicamentoso. Apenas se recomenda o uso de controle remoto, fechamento de um dos olhos quando se aproximar da TV, manter uma luz acesa no meio da sala, eventualmente o uso de óculos com lentes coloridas (azuis), não praticar esporte ou assistir TV se estiver cansado, evitar freqüentar danceterias com luz estroboscópica.

            A epilepsia não é uma doença mental, mas descobrir que você tem essa condição pode causar estresse e ansiedade. Sentimentos de ansiedade, depressão, raiva e frustração são reações naturais ao estresse e as pessoas com epilepsia não são imunes a esses sentimentos. A ansiedade é um sentimento natural que ocorre em todas as pessoas, ocasionalmente. Além do medo natural, relativo à consulta médica, exames e uso de medicamentos, os portadores de epilepsia também têm preocupação a respeito do futuro e da necessidade de provar que são iguais a qualquer pessoa. A depressão está geralmente associada com perdas e, desde que você tenha sido diagnosticado como uma pessoa que tem epilepsia pode ter a sensação de perda da independência. É comum que o deprimido deixe de tomar medicamentos. Não deixe que isto aconteça com você.

 

RECOMENDAÇÕES GERAIS

  •  Não suspender a medicação anti-epiléptica por conta própria
  • Respeitar rigorosamente os horários de tomadas dos medicamentos
  • Não modificar as doses dos medicamentos
  • Não usar outros medicamentos sem orientação médica
  • Dormir o suficiente e regularmente
  • Não ficar em jejum
  • Não usar bebidas alcoólicas
  • Fazer calendário das crises, tentando relacioná-las com eventos do dia-a-dia.

 

 

Atenção:

Conhecer bem sua condição pode reduzir seus medos e reduzir o estresse, e quanto melhor sua qualidade de vida, melhor será o controle das crises.